Suit up!

Suit up!

Por vezes chegamos a uma fase em que nada na nossa vida faz sentido e tentamos preencher esse vazio com certas actividades que se tornam vícios e que nos fazem acreditar que se os concretizarmos nos vamos sentir melhor.

Eu sei disso porque o meu maior vício são as compras e desde há muitos anos que luto contra esse impulso. Percebi finalmente que realmente deveria dar um passo atrás e perceber certas coisas em mim para poder dar dois à frente e o que antes demorava a 5 segundos a comprar, é agora analisado nos sites a comparar preços e com uma pergunta sempre comigo “Será que preciso mesmo disto”. Sim, eu sei, uma história muito parecida à do filme.

Mudei muitas coisas em mim e quem me conhece diz-me vezes sem conta como estão orgulhosos por me verem a dar a volta, por muito que haja dias em que sou apenas um fantasma, portanto decidi que já que estava a “mudar de estilo” no interior, que podia dar uns toques no exterior, divertir-me um bocado e expressar o que de novo tenho.

Durante estes meses senti-me muito sozinha, não tinha ninguém ao meu lado para cuidar de mim, mas o facto é que eu optei por aceitar esse cargo e aceitar a ajuda e os bons tempos passados que os meus amigos e pais me ofereciam. Eles são aqueles acessórios maravilhosos que às vezes temos medo de usar para não perder e que no fundo dão um brilho e um belo acabamento ao nosso look, todavia somos nós as peças principais e nunca ninguém poderá ter esse lugar e corromper a personalidade que queremos transmitir.

Às vezes é óptimo andar sozinha, escolher peças mais básicas e não usar batom, – quantas vezes não ando só com uma camisola comprimida em casa e sinto-me nas nuvens – contudo é óptimo saber que em cinco minutos posso estar com aqueles que me fazem brilhar.

O pecado mora ao lado

Não, não vou falar do filme nem da Marylin Monroe, mas sim sobre o amor. É bastante fácil comparar o amor a roupa na verdade. Passamos por diversas paixões tal como passamos pelas tendências, algo que nos dá grande alegria mas é efémera. 

Depois ao fim de anos a sonhar com aquela peça que faz os nossos olhos brilhar e nos imaginamos a arrasar com ela quando entramos em qualquer lado, podemos tê-la, o nosso Mundo muda. Por termos esperado, por termos resistido à tentação e podermos dizer que é nossa. 

Com o amor é igual. Esperamos que um dia alguém verdadeiro nos faça brilhar e não nos apague na sua sombra. Que estime o nosso coração como estimamos o dele e podermos aparecer em público e orgulhosamente dizermos que pertencemos juntos. Aquela electricidade quando as nossas mãos tocam e o beijo sela o sentimento. 

Nem todos o encontraram ainda e por vezes não é por falta de busca, mas este tipo de amor não se procura, encontrá-lo neste mar de almas perdidas. 

Eu tive o meu, a minha mala Chanel, a minha alegria da manhã e deixei-a ir. Não quero malas compradas no mercado negro, porque sei que não são as genuínas – um dia alguém me ensinou – quero a minha autêntica que me fazia tão feliz e é única. 

Desculpa, por tudo. 

Big spender or big buzzkiller?

 

meryl-streep

Com os Óscares já amanhã, dia 26 de Fevereiro, já se pode sentir aquele murmurinho de quem vai vestir quem  e começam as apostas de quem vai ser a princesa e quem vai ser a gata borralheira que não teve ajuda da fada madrinha. Sim, é um desfile de futilidade para meia dúzia de fotos, portanto este ano o falatório começou mais cedo com algo que nem eu esperava.

Dizia-se que a tão famosa e incrível Meryl Streep ja tinha conversado com Karl Lagerfeld, editor criativo da Chanel para lhe fazer uma versão de um vestido da colecção. Pois supostamente ligaram-lhe por parte da actriz mesmo em cima da hora, com os seus costureiros em todo o seu modo ON, a dizer que a actriz já não iria usar o vestido que encomendou, pois outro designer lhe tinha ligado a dizer que lhe pagava se vestisse o seu vestido.

Já vieram desmentir tal notícia, mas o que é certo é que foi o próprio Karl que disse isto numa entrevista. Se realmente isto for verdade é sem dúvida uma falta de respeito ao criador que diz que dão os vestidos às celebridades, mas não lhes pagam. Vestidos que têm diversas fases, desde a ideia ao produto final que como todos sabem, são absolutamente mágicos nestas ocasiões.

Espero mesmo que tudo passe de um mal entendido pois tinha grande admiração por ela e não esperava que se vendesse assim, até porque vai contra todos os princípios morais da actriz. Artistas percebem como é difícil darem-nos o crédito devido, dessa forma o mínimo que podemos fazer é ter respeito pelos outros.

Por favor, isto só pode ser mentira… Amanhã as dúvidas serão tiradas e as notícias sobre este evento divulgado.

Fashion for man

 

 

20170127_224105.jpgPessoalmente dou bastante valor ao que um homem veste, como se apresenta, pois significa que tem brio.

Não é uma questão de andar se fato todos os dias (apesar de um homem de fato ser qualquer coisa de outro mundo, com o fato certo).

Acho que já passou a fase em que eram as mulheres que se interessavam por ir às compras e sentir-se bem com o que escolhe. Aliás, tenho amigos que me pedem para ir com eles às compras para dar uma opinião e mais virão, tenho a certeza.

Quando o David Beckham veio ao Mundo como metrossexual foi associado a homossexualidade apenas porque se vestia bem e se tratava bem. Sendo casado com a Vitória, não me parece que tivesse outra hipótese e também nesse aspeto tinham que combinar. Por favor deixem os homens terem brio e irem às compras à vontade e demorar a escolher a roupa e usem cremes sem se sentirem “gays”. Calças ao fundo da cintura é tudo menos sexy, aquelas quatro números acima, também não.

Na minha adolescência quando lia a bravo e a super pop (grandes hits cá em casa) li um artigo que nunca esqueci e dizia para estar sempre preparada, pois nunca se sabia quando é que o rapaz de quem gostávamos aparecia. Poucos dias depois estava em casa, de roupão, óculos e cabelo por todo o lado quando o impensável aconteceu: o rapaz de quem gostava apareceu para me convidar para dar uma volta e eu de pijama. Acreditem, nada agradável. Principalmente porque ele ficou petrificado e eu esqueci-me de como se falava.

Conclusão, para as mulheres é aceitável tratarem de si “para os seus homens” e os homens não têm que ter medo de mergulhar no Mundo da Moda, têm-nos sempre a nós para vos ajudar.