Thong Jeans (?)

thongue jeans

Confesso que tenho dois pares de calças rasgadas. Aliás, tinha um par mas depois revoltei-me contra o sistema e dei uns cortes numas outras que estavam a precisar de algo (se foi acertado? Eu gosto…).

Sou totalmente apologista do estilo confortável, com uma peça ali ou um acessório mais extravagante para dar aquele “je ne se quois”, contudo tenho que admitir que o que é demais é exagero.

Cada vez mais a roupa é reduzida e os preços aumentam para se ver mais do nosso corpo do que é necessário. Será que Adão e Eva pagavam milhentos euros para utilizar folhas marca GOD? Sim, porque pela lógica das coisas, quanto menos, mais caro.

Para onde caminha a sensualidade e o fascínio do corpo humano se ele é cada vez mais transparente – literalmente – e deixa de haver mistério por detrás de roupa bem confeccionada e elegante?

Estaremos todos num desespero tão grande de dar nas vistas que recusemos à nudez a toda a hora? Será que estaremos tão preguiçosos e sem ideias que usar fios de ganga já chegam e sobram?

Com a era da tecnologia a manipular-nos e a cortar o nosso verdadeiro contacto social, a roupa – ou a falta dela – passa a ser o novo meio de atrair atenções e dar ainda mais força a preconceitos. Preconceitos esses dos quais nos queixamos porque não somos levados a sério, mas também que imagem realmente passa estas prováveis novas tendências? Que somos arrojados e confiantes? Ou que somos inseguros e não conseguimos dizer um “olá” cara a cara e por isso escondemo-nos por trás destas vestimentas (irónico, n\ao é?).

A sensualidade está na atitude, o factor “uau” está na atitude, a criatividade está na atitude. A sensualidade não está de todo ligada a nudez vulgar e desesperada que demonstra o pior em nós – a inexistência de ser.

Taylor Swift killing it

Taylor Swift killing it

Com a saída do seu novo single do albúm “Reputation” que sairá em Outubro, têm se ouvido imensas opiniões sobre como “agressiva” a música estava.

A Tay-Tay de facto saiu bem da casca e respondeu a certos actos de certas pessoas para mostrar quem mandava. Sobre a música não tenho muito que falar, mas fiquei hipnotizada com o video clip e figurinos.

Podemos contar com todos os estilos que Taylor teve desde que se tornou uma pop star e se a cantora sempre se mostrou confiante, então neste está ainda mais extravagante e não se poupa a despesas (como a banheira cheia de diamantes).

Desde a danças elaboradas onde se vê bem como ela se sabe mexer com as roupas mais ousadas sempre mantendo a postura de líder.

Falem bem ou falem mal, a verdade é que é impossível de ignorar. Claro que a nível de estilo sabemos que a Taylor nunca desilude sendo das artistas que melhor se veste faça frio faça sol. Recomendo vivamente a verem o video clip e verem todos os detalhes e pormenores que o fazem tão interessante, na minha mais modesta opinião.

Estou prestes a encomendar todo o guarda roupa usado, pois sem dúvida teria o armário cheio de roupa para todo o tipo de ocasiões, contudo não sou nenhuma Tay-Tay que conseguisse usar algo assim de forma tão grandiosa.

 

Suit up!

Suit up!

Por vezes chegamos a uma fase em que nada na nossa vida faz sentido e tentamos preencher esse vazio com certas actividades que se tornam vícios e que nos fazem acreditar que se os concretizarmos nos vamos sentir melhor.

Eu sei disso porque o meu maior vício são as compras e desde há muitos anos que luto contra esse impulso. Percebi finalmente que realmente deveria dar um passo atrás e perceber certas coisas em mim para poder dar dois à frente e o que antes demorava a 5 segundos a comprar, é agora analisado nos sites a comparar preços e com uma pergunta sempre comigo “Será que preciso mesmo disto”. Sim, eu sei, uma história muito parecida à do filme.

Mudei muitas coisas em mim e quem me conhece diz-me vezes sem conta como estão orgulhosos por me verem a dar a volta, por muito que haja dias em que sou apenas um fantasma, portanto decidi que já que estava a “mudar de estilo” no interior, que podia dar uns toques no exterior, divertir-me um bocado e expressar o que de novo tenho.

Durante estes meses senti-me muito sozinha, não tinha ninguém ao meu lado para cuidar de mim, mas o facto é que eu optei por aceitar esse cargo e aceitar a ajuda e os bons tempos passados que os meus amigos e pais me ofereciam. Eles são aqueles acessórios maravilhosos que às vezes temos medo de usar para não perder e que no fundo dão um brilho e um belo acabamento ao nosso look, todavia somos nós as peças principais e nunca ninguém poderá ter esse lugar e corromper a personalidade que queremos transmitir.

Às vezes é óptimo andar sozinha, escolher peças mais básicas e não usar batom, – quantas vezes não ando só com uma camisola comprimida em casa e sinto-me nas nuvens – contudo é óptimo saber que em cinco minutos posso estar com aqueles que me fazem brilhar.

O pecado mora ao lado

Não, não vou falar do filme nem da Marylin Monroe, mas sim sobre o amor. É bastante fácil comparar o amor a roupa na verdade. Passamos por diversas paixões tal como passamos pelas tendências, algo que nos dá grande alegria mas é efémera. 

Depois ao fim de anos a sonhar com aquela peça que faz os nossos olhos brilhar e nos imaginamos a arrasar com ela quando entramos em qualquer lado, podemos tê-la, o nosso Mundo muda. Por termos esperado, por termos resistido à tentação e podermos dizer que é nossa. 

Com o amor é igual. Esperamos que um dia alguém verdadeiro nos faça brilhar e não nos apague na sua sombra. Que estime o nosso coração como estimamos o dele e podermos aparecer em público e orgulhosamente dizermos que pertencemos juntos. Aquela electricidade quando as nossas mãos tocam e o beijo sela o sentimento. 

Nem todos o encontraram ainda e por vezes não é por falta de busca, mas este tipo de amor não se procura, encontrá-lo neste mar de almas perdidas. 

Eu tive o meu, a minha mala Chanel, a minha alegria da manhã e deixei-a ir. Não quero malas compradas no mercado negro, porque sei que não são as genuínas – um dia alguém me ensinou – quero a minha autêntica que me fazia tão feliz e é única. 

Desculpa, por tudo. 

Big spender or big buzzkiller?

 

meryl-streep

Com os Óscares já amanhã, dia 26 de Fevereiro, já se pode sentir aquele murmurinho de quem vai vestir quem  e começam as apostas de quem vai ser a princesa e quem vai ser a gata borralheira que não teve ajuda da fada madrinha. Sim, é um desfile de futilidade para meia dúzia de fotos, portanto este ano o falatório começou mais cedo com algo que nem eu esperava.

Dizia-se que a tão famosa e incrível Meryl Streep ja tinha conversado com Karl Lagerfeld, editor criativo da Chanel para lhe fazer uma versão de um vestido da colecção. Pois supostamente ligaram-lhe por parte da actriz mesmo em cima da hora, com os seus costureiros em todo o seu modo ON, a dizer que a actriz já não iria usar o vestido que encomendou, pois outro designer lhe tinha ligado a dizer que lhe pagava se vestisse o seu vestido.

Já vieram desmentir tal notícia, mas o que é certo é que foi o próprio Karl que disse isto numa entrevista. Se realmente isto for verdade é sem dúvida uma falta de respeito ao criador que diz que dão os vestidos às celebridades, mas não lhes pagam. Vestidos que têm diversas fases, desde a ideia ao produto final que como todos sabem, são absolutamente mágicos nestas ocasiões.

Espero mesmo que tudo passe de um mal entendido pois tinha grande admiração por ela e não esperava que se vendesse assim, até porque vai contra todos os princípios morais da actriz. Artistas percebem como é difícil darem-nos o crédito devido, dessa forma o mínimo que podemos fazer é ter respeito pelos outros.

Por favor, isto só pode ser mentira… Amanhã as dúvidas serão tiradas e as notícias sobre este evento divulgado.

Fashion for man

 

 

20170127_224105.jpgPessoalmente dou bastante valor ao que um homem veste, como se apresenta, pois significa que tem brio.

Não é uma questão de andar se fato todos os dias (apesar de um homem de fato ser qualquer coisa de outro mundo, com o fato certo).

Acho que já passou a fase em que eram as mulheres que se interessavam por ir às compras e sentir-se bem com o que escolhe. Aliás, tenho amigos que me pedem para ir com eles às compras para dar uma opinião e mais virão, tenho a certeza.

Quando o David Beckham veio ao Mundo como metrossexual foi associado a homossexualidade apenas porque se vestia bem e se tratava bem. Sendo casado com a Vitória, não me parece que tivesse outra hipótese e também nesse aspeto tinham que combinar. Por favor deixem os homens terem brio e irem às compras à vontade e demorar a escolher a roupa e usem cremes sem se sentirem “gays”. Calças ao fundo da cintura é tudo menos sexy, aquelas quatro números acima, também não.

Na minha adolescência quando lia a bravo e a super pop (grandes hits cá em casa) li um artigo que nunca esqueci e dizia para estar sempre preparada, pois nunca se sabia quando é que o rapaz de quem gostávamos aparecia. Poucos dias depois estava em casa, de roupão, óculos e cabelo por todo o lado quando o impensável aconteceu: o rapaz de quem gostava apareceu para me convidar para dar uma volta e eu de pijama. Acreditem, nada agradável. Principalmente porque ele ficou petrificado e eu esqueci-me de como se falava.

Conclusão, para as mulheres é aceitável tratarem de si “para os seus homens” e os homens não têm que ter medo de mergulhar no Mundo da Moda, têm-nos sempre a nós para vos ajudar.