Scusi, dove è…

 

Relações à distância são no mínimo complicadas e requerem muito esforço por parte das duas partes para que esta perdure. Pior ainda quando nenhum dos dois esteve numa relação e se encontra às cegas neste tipo de relações.

Posso dizer que de parte a parte tanto eu como o meu namorado estamos a tentar empurrar os continentes para ficarem mais próximos e como consequência, nós também.

Temos feito de tudo para que a nossa ligação seja mais forte do que a distância e das nossas personalidades tão opostas e, assim, o meu namorado super lógico e racional preparou um pequeno jogo para mim: ia marcar férias sem eu saber absolutamente nada; nem quantos dias, nem para onde ou sequer quando íamos. Eu, sendo (bem) mais aventureira que ele disse que sim e parti à aventura e no dia, com malas feitas sem saber o que iria vestir, fomos até ao aeroporto de comboio e em Lisboa embarcamos na nossa viagem para Roma.

Fui considerada melhor chef que os chefs italianos, pois depressa percebi o segredo e à noite íamos jantar fora, pois passamos os cinco dias a caminhar, a inventar os nossos jogos, a tirar fotos e a perdermo-nos pelas ruas lindíssimas de Roma. Treinamos o nosso italiano e conhecemos diversas pessoas e as suas histórias. Experimentámos as coisas boas e escondidas dos outros turistas e nem demos pelo tempo passar.

Desta viagem, podia contar muito mais, muitas histórias, mas prefiro guardar algumas para mim e para ele que me deu dias gloriosos como tanto precisava.

Espero que continuemos a surpreendermo-nos um ao outro para que o tempo que ele está fora passe a voar e eu tenha o meu parceiro do crime aqui comigo a inventar e fantasiar. Ficamos bons nisso não foi?

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Here comes the sun

Se finalmente posso andar the pumps sem ficar com os pés molhados, não perco a oportunidade. A alegria de caminhar em sapatos que gritam Sol e boas energias é fantástica e confesso que já ando atrás de uns amarelos há bastante tempo. Porquê?

Algo que o meu pai me diz muitas vezes por eu adorar amarelo é “senão fosse o mau gosto, o que seria do amarelo?”, contudo o amarelo é uma “cor diva”. Ou seja, é impossível não notar, tem imensa personalidade, mas tem de ser usado com confiança, caso contrário cai no mau gosto.

Com o amarelo nos pés, o resto da roupa é bastante simples, desde o penteado, ao batom, aos brincos.

A camisa “boyfriend style” é das minhas preferidas combinadas com umas calças mais justas. As tiras da camisa sempre na vertical para dar a ilusão de que somos mais estreitas e altas, é sempre benéfico.

Nesta altura do ano são este tipo de conjugações que faço – uma peça mais larga e outra mais justa para me sentir mais à vontade por causa do calor e porque é realmente um conjunto bastante confortável.

Pearls are timeless

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Dizem que os diamantes são os melhores amigos das mulheres e não posso dizer que o “bling bling” não me atraia, – será que a história de que as mulheres e os peixes têm em comum essa obsessão por coisas brilhantes? – mas sempre adorei pérolas.

Desde que era uma miudinha atrás da mãe a vê-la ainda a usar uns fios de pérolas e coisas que tal, mais o meu fascínio pelas antigas estrelas de Hollywood, sempre de lábios pintados, vestidos volumosos com brincos e fios de pérolas, tão elegantes, tão femininas, fez com que ainda hoje me perca por elas.

Este colar foi-me dado pela minha mãe, – tal como muitas outras peças ela me deu e eu guardo e uso com muito carinho – e são peças tão versáteis e intemporais. Peças extremamente delicadas e ao mesmo tempo com uma imagem tão forte que assina-la um look que pouco mais pede a não ser atitude.

Utilizo bastantes pérolas nos meus desenhos e começaram-me a surgir algumas ideias para mostrar este meu fascínio por este elemento tão requintado da Mãe Natureza.

Small Talks: Hélio Pestana

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A 25 de Maio de 1985 nasceu Hélio Lopes Pestana que em 2004 entrou para a Faculdade de Arquitectura, onde congelou matrícula quando foi aceite para entrar na série “Morangos com Açucar”, começando assim a sua carreira de actor e modelo. Teve outras participações em “Dei-te quase tudo”, “Paixões Proibidas”, “ Quinto Poder”, “Podia acabar o Mundo”, “Dança Comigo, “ Jesus Cristo Superstar” e fez a dobragem para o filme “Carros”.

Contudo, houve sempre algo que ele manteve sempre para si, algo que o ia deteriorando cada vez mais, mas o que o que calava foi o que o levou a entrar no mundo do espetáculo onde pertence. O seu casting para a serie “Morangos com Açucar” foi para chamar a atenção a uma rapariga e alcançar o estatuto que ele necessitava de ter para estar com ela.

Todavia isso nunca aconteceu e quando em 2009, numa procura na internet por respostas sobre todo o tipo de coisas e como elas funcionavam, Hélio encontrou-a e declarou-se sem heistar, ao que ela respondeu “não”  também sem hesitar.

Enquanto falava com o Hélio perguntei-lhe se ele tinha contado a alguém desta sua insatisfação que ele sentia e da sua obsessão que a cada dia que passava se tornava cada vez pior, ao que ele me respondeu que não, que apenas em 2009 é que contou à família e a toda a gente que pudesse o que sentia por ela.

Em 2011 é internado no hospital, todavia apenas dois meses depois é-lhe dada alta sem ter tido o apoio necessário para ultrapassar algo que o consumia há anos, o que fez com que fosse buscar  apoio a entidades superiores para o ajudar a superar. É depois internado numa clínica em 2012 onde foi mais acompanhado e virou-se mais para a religião.

Começou a escrever poesia e já tem um livro pronto para ser publicado. Dedicou-se também a aprender a arte de ser guia espiritual e dava consultas grátis às pessoas da clínica. Ao mostrar progressos e vontade de voltar ao trabalho deram-lhe alta.

Voltou para casa da mãe e esperou até voltar a ter forças para trabalhar, contudo o facto de estar lá fê-lo perceber que queria mesmo voltar a trabalhar e esquecer o preconceito das pessoas. Para além do livro, tem um novo book e quer dedicar-se à música e neste momento anda a contactar estúdios.

Para ajuda neste projecto o Hélio precisa do vosso apoio para iniciar assim a sua carreira, portanto qualquer donativo seria uma grande ajuda.

Posso dizer que foi um gosto poder falar com o Hélio e perceber melhor o que se passou com ele e pude ver uma pessoa humana com bastante coragem para assumir em público o que passou, sendo ele a celebridade que é. É uma inspiração e não foi por ser famoso que os problemas não lhe chegaram. Insatisfeito com a vida que tinha quer fosse a nível familiar, amoroso, social, ele não baixou os braços e hoje temos um novo e melhorado Hélio Pestana que merece este apoio para ter a sua segunda oportunidade de nos mostrar, uma vez mais, o seu talento.

Agradecimentos ao Hélio Pestana pela entrevista e boa disposição.

How would your “panic room” be like?

Tenho das mais estranhas das estranhezas e no que toca ao que para os outros seria mais lógico para mim… nem sempre.

Adoro ver “Mentes Criminosas” porque me ajuda a relaxar. Com tanto sangue e cenas tétricas e mentes perversas, pouco tempo há para pensar nas minhas cenas tétricas. É chegar ao fim do episódio e descobrirmos a “pessoa má” e dizermos “eu sabia!” ou “woooow, blow mind”.

Lembro-me que num episódio eles encontram uma divisória que seria um sala de pânico. Bem, suponho que uma sala de pânico seja para uma pessoa se meter lá dentro quando há uma situação de pânico e ficar bem. Contudo, aquela sala mais pânico transmitia. Escura, húmida, sem nada.

Claro que nestes entretantos me comecei a questionar: se tivesses uma sala de pânico, como seria? O que necessitarias de lá ter para numa situação dessas voltasses ao normal?

Foi bastante fácil até. Tinta, caderno e caneta, milhões de tecidos diferentes e de diferentes texturas, almofadas – imensas almofadas -, água e a Simba.

Sabem aquela imagem de uma mulher nua enrolada em dinheiro? Sempre que entro em lojas de tecidos, como hoje, imagino-me enrolada com eles enquanto danço ao som de “walking on the sunshine”.

E pronto, acabaria o pânico. Se estivesse a fugir de alguém de certeza que depois acabaria por se juntar a mim com uma música tão contagiante e tecidos bonitos e maravilhosos, caso contrário, alguém já teria uma sala de pânico toda equipada quando o serial killer de máscara e serra eléctrica fizesse o que tem a fazer – não sei o que acontece, não consigo ver filmes de terror, a ficção é demasiado assustadora.

Sempre protegidos, não digam que eu não avisei…

“I still believe when you say: it’s another rainy day, another rainy daa-yy”

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Por muito frustrante que estes dias de chuva pouco ou nada nos dêem descanso, podemos usa-la como desculpa para ligar e marcar cafés com os amigos e não dizer absolutamente nada de que se possa aproveitar, nem que a salvação do Universo dependesse disso.

Sou totalmente contra guarda-chuvas, abomino tal espécie e por isso ou passo muito chuva ou uso chapéus que se torna um acessório bastante divertido como também um pouco perigoso, pois pode ser um pouco difícil encontrar uma boa combinação com o conjunto completo.

Desta forma, eu e o meu excelente fotografo  – que se divertiu imenso a tirar as fotos – reunimos a pouca força e coragem que tínhamos para enfrentar os horrores e terrores de um tempo nada convidativo e claro está, passamos um bom bocado nesta nossa reuni\ao privada que provou que “quanto me mais me bates, mais eu gosto de ti”.

Fotos: José Carlos Rodrigues

 

 

Say NO to winter frustration!

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Quão desanimados por vezes ficamos quando acordamos e vemos um dia chuvoso que nos vai deixar “insupados”, cheios de frio e carrancudos?

É difícil pormos um sorriso na cara e enfrentar um longo dia em que ansiamos o Sol em toda a sua plenitude para nos aquecer a cara e o espírito.

Pois bem, apesar das fotos não representaram o meu melhor (visto que é de manhã e tenho coisas chatas para tratar e a minha cara parece um balão com dois botões colados a servir de olhos), esta é a minha tentativa de vos mostrar que há que lutar o cinza com a cor e uma das nossas roupa mais confortaveis para nos dar aquela confiança e ver que até um dia conzento tem a sua beleza, tal como tudo na vida, basta parar um pouco para apreciar.

Hoje optei por cabelo meio preso meio…meio; o batom com uma das cores mais suaves mas “atrevidas” para intimidar a chuva; a camisola mais confortável do MUNDO e bem quentinha; leggins pretros e botins pretos de salto. Já os brincos, São a peça mais preciosa visto que me foram dados pela minha mãe que eram dela quando tinha a minha idade – não aparecem na foto pois apesar do meu grande esforço o vento não deixou; às vezes temos de ser superiores e aceitar bem uma derrota.

Boa Páscoa, mesmo que seja chuvosa e bastante cinzenta!

Changes

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Durante estas semanas doente, posso dizer que tenho dado em louca e tudo o que queria era sair de casa, vestir alguma coisa que não fosse um pijama e mimar-me. Sentimo-nos deprimidos o que nos deixa ainda mais com vontade de nos deixarmos consumir por essa negatividade e falta de forças.

O meu plano é “simples”: faço de tudo para voltar a ganhar algumas dessas forças perdidas no tempo e espaço e vou à esteticista onde desde manicure ao cabelo, tudo se arranja. Hoje fiquei-me pelo cabelo, cortei, alisei e pintei (apesar de não se ver bem a cor, mas mais tarde quando abrir, o vermelho irá aparecer, pois a Jean Grey está aqui).

Não, não é isto que me vai fazer ficar boa, mas é a minha tentativa, o meu esforço, a minha escolha de manter aquilo que mais gosto – cuidar da aparência – para me ajudar a ultrapassar este mau bocado.

Adorei o resultado e espero que partilhem da mesma opinião.

Easy, comfy, fashionable clothes for everyone!

14 de março de 2016

Não posso pedir mais do que mil desculpas por não ter aqui o link ou video mesmo, ou fotos, ou nome da empresa ou da INCRÍVEL mulher que começou esta empresa. Portanto, tentarei explicar do que aqui se trata.

Felizmente começam a surgir em maior número este tipo de empresas que, com alguma dificuldade e lentidão, chegam lá e fazem algo fantástico como tornar a rotina de vestir de manhã a pessoas com deficiências, sejam de que tipo forem, muito mais fácil e acreditem que é algo que toma bastante tempo e não é nada fácil.

Esta mãe decidiu criar esta empresa pois um dia, o filho queria levar calças para a escola – vestir crianças com calções largos e de elástico é o mais prático, não o mais estético, e ele tinha ido para a escola primária, aquela altura em que nós já somos uns fashionistas incríveis.

Desta forma, criou um sistema de imans que estão incorporados onde deveria haver uma costura por toda a roupa para ser mais fácil de abrir e fechar.

Eu tive o enorme prazer de ver o video, de ver pessoas com diversos tipos de deficiências e com roupas incríveis, a sentirem-se absolutamente estilosas e a sentirem-se tão felizes por também terem outras pessoas a pensarem nelas e nas suas dificuldades e em como precisam destes pequenos grandes gestos que as fazem sobressair na rua, sem dúvida, mas tudo pelo seu glam.

“My eight year old son told me one day he wanted to wear pants to school… And I was like – Why shouldn’t my son wear pants to school if he wants too? – So I had this idea so my son and other people like him can use whatever they want!”

Entretanto encontrei uma mãe com uma história igualzinha, mãe diferente, criança diferente, empresa diferente, mas mecanismo muito parecido.  http://www.nj.com/entertainment/index.ssf/2015/03/disability_friendly_clothing.html

 

Simba, the Queen of Porto

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Sempre quis ter um coelhinho anão e era absolutamente louca por eles quando os via nas lojas. Claro que os meus pais nunca me deixaram ter um porque dava trabalho e achavam que iam acabar por tomar dele, se nem de mim sei cuidar em condições, quanto mais de um animal…

Mudei de cidade – mais uma vez – mas desta vez a morar sozinha sentia a necessidade de ter companhia e visto que a minha maior companhia se ia ausentar, o caso mudou de figura. Os meus pais continuaram com a mesma opinião, mas a minha companhia, a pessoa que mais de Marta percebe, achou que eu estaria à altura do desafio e que me iria fazer maravilhas.

Senti-me ouvida e tratada como uma adulta que iria dar o seu máximo por esta nova aventura – e que aventura. No dia 13 de Fevereiro fomos à loja para comprar a minha prenda de dia de São Valentim e tinha duas coelhinhas por onde escolher. Uma albina, muito calma, linda de morrer e uma hiperactiva que não gostava de abraços de orelhas caídas. Rendi-me e peguei nela e disse “esta é a Simba”.

Escolhi a que tinha a minha personalidade, a que não dava confiança e corria tudo com uma curiosidade louca. Locais preferidos?Os proibidos.

Criou um laço comigo em que já me segue pela casa e me adormece ao colo enquanto me lambe a mão para lhe fazer mais festas. Por vezes o “Nao” é um “Sim” para ela, mas mais uma vez, sai à dona.

A companhia que me faz é incrível e o bem que me faz, sentir aquele carinho quando estou mais em baixo é impagável. Obrigada a quem confiou em mim e sabia que não só precisava dela como a iria tratar muito bem mesmo.