What a “f” week!

Esta semana não tem sido nada fácil – e quando digo nada fácil refiro-me desde a catástrofes até aquelas pequenas coisas como nos cair a carteira ao chão e abrir durante a queda quando já nem os olhos conseguimos ter bem abertos.

Hoje sendo sábado pensava eu que era o meu dia de folga. Oh, inocência… Está Sol, o que me fez dizer aquele “yes” mudo porque teria mais variedade de escolha no que vestir e porque pelos vistos o Sol deixa-nos bem dispostos.

Ora ontem tive de no meio do dilúvio ir comprar um carregador o que fez 81€ sairem-me da conta em tempo record. Hoje, ao fim do banho, a preparar aquele ritual que a maior parte das raparigas percebem, estava a secar o cabelo e sim, avariou.

Peço a quem me tenha lançado mau olhado para parar com a brincadeira porque não sou fera boa com quem se meter e visto que tudo, mas absolutamente tudo – não sei se já disse isto – vou assim vestida, com o meu robe de coelhinha e pantufas de coelhinha e já agora levo a Simba para parecer a mãe dela pode ser que agora seja moda vestirmo-nos de acordo com os nossos animais de estimação para eles não ficarem confusos.

Por acaso… devo mandar um e-mail à Anna Wintour? Pelos menos nos Estados Unido até acredito que seria uma tendência bastante aprovada. Let’s go get famous with our misfortunes!

If you can’t talk, show it

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“O dia de amanhã será melhor” dizem eles não é? Parece que o meu amanhã está a custar a aparecer. Enquanto ele não aparece tenho duas opções: ou dou murros na parede e já me doem as mãos ou encontro outro método para lidar com a frustração e com a injustiça chamada “vida”.

Eu encontrei um conforto neste site, nas fotos, no desenho e por isso criei essa galeria que encontram no menu em cima. Partilho como uma nova forma de “fala” mais do que propriamente publicitar trabalho ou o que seja – claro que comentários são sempre bem vindos a todos os níveis, é assim que se cresce e se melhora. Contudo hoje percebi que para mim fazê-lo torna-se muito mais do que isso. É algo que me acalma um pouco. Porquê? Porque sou a expressividade em pessoa e já sei, já sei, “devias ir para atriz” e coisas que tal. Talvez num amanhã. Neste momento o facto de fazer estes rabiscos ajudam-me a dizer. Não sei a dizer o quê, mas simplesmente a “dizer”. Porque sim, quem me conhece verdadeiramente sabe que me custa falar e sei que adoram e ficam felizes quando eu falo, nem que seja a falar assim.

“Simply don’t care” kinda of days…

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Por muito que hoje seja daqueles dias em que não apetece fazer absolutamente nada e gostaríamos realmente de ter força para levantar a mesa e faze-la rodar três vezes no ar, decidi tentar vestir algo mais divertido, usar uma sombra de olhos que se vê ao longe e é daquelas coisas que se não estão prontas para um “sim, cheguei, estou aqui”, recomendo a NUNCA comprarem nada deste tipo cor, pois chama ainda mais a atenção que se usassem o preto (apesar de na foto não dar para reparar bem, pois fotos não são comigo, quanto mais selfies).

Ontem comprei um alisador de cabelo com placas de cerâmica com cerca de 2,5 cm a placa e quando vão comprar um, aconselho a perguntarem sempre à vossa cabeleireira qual recomendam pois varia de cabelo para cabelo. Ontem experimentei-o depois do ginásio (este pode ser usado depois do banho, não é preciso ter o cabelo completamente seco como alguns) e gostei, até pelo preço.

Pelos vistos ontem adormeci com puxo no cabelo e resolvi ir alisar outra vez mas bastou passar a escova e ele ficou assim, não está completamente liso (até porque o meu cabelo é bastante ondulado e com os seus jeitos) e resolvi então por a sombra de olhos, rímel transparente para não ficar demasiado pesado e um batom nude em caneta.

A camisola é que para este tempo não resulta muito bem por causa do frio, como é óbvio, e depois tenho um braço mais quente que o outro, algo extremamente bipolar – aquelas piadas privadas.

Espero que o espírito por aí esteja melhor, que por aqui há muito a fazer e motivação…zero.

Just relax

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Quando aqueles dias menos bons cruzam o nosso caminho, nem sempre é fácil lidarmos com esses contratempos, com esses apertos. É sempre bom sair de casa e deixar entrar ar na cabeça para que todos os cantos sujos sejam aspirados dando espaço ao positivismo e a coisas boas. Por vezes não conseguimos por os pés fora da porta e acabamos por ficar naquele ar rarefeito. Aí surgem as “soluções caseiras”. As minhas passam por desenhar, cozinhar principalmente doces (que ou alguém os come ou acabam por se estragar) e ter uma outra ideia de costura. Sim, moda e cozinha acabam por me salvar muitas vezes e hoje dediquei-me mais a um material com que adoro desenhar – o qual da minha mãe é fã – carvão.

Se nunca tentaram porque “não são artistas” ou outra desculpa muito mal dada como esta, digo que estão a perder algo extremamente terapeutico. É um material que inicialmente é um bocadinho difícil de controlar, contudo aconteça o que acontecer é incrível para nos exprimirmos e desabafar com o papel. É mesmo muito bom desabafar com o papel, não é com o intuito de ser uma obra de arte de museu, mas sim algo que muito provavelmente – e quando digo “muito provavelmente” é mesmo muito provavelmente – acaba por surgir a vossa frustração no papel. Quando acabam, olham e aparece de certa forma, seja por causa de uma mancha ou de o desenho todo em si, aquilo que realmente vos está a deixar desanimados. Gosto de acreditar que muitas vezes o desenho é um grande psicólogo, só temos de, quando o finalizarmos, o saber ler e resolver.

Já o “outro” dizia: express yourself.

(Desenho de hoje)

Vintage all the way

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Ao fim de ter comprado este vestido numa loja de segunda mão há mais de meio ano, FINALMENTE chegou o dia em que o vesti. Devido à falta de fotógrafo, pouco se pode ver, contudo é um vestido incrível, muito à anos 50 de manga comprida e bem modesto.

Acompanhado com uns botins de camurça castanhos e mala castanha e uns brincos mais garridos e batom brilhante para dar mais vida ao look num dia repleto de Sol.

Única coisa contra: collants. Por favor, destruam essa raça, as mulheres agradecem. Obrigada.

 

I want it, I want it, I WANT IT!

 

“Quem é que dá tanto dinheiro por uma mala?” “Sabes o que poderias fazer com esse dinheiro?”

Sei. Comprar a mala.

Todos nós temos algo que realmente gostariamos de ter e mais do que a sua utilidade é por nos atrair tanto que eramos capazes de matar para o podermos ter ou então por um motivo ainda maior: a marca. Sabemos que aquele artigo que pode ser incrivelmente bem feito, durar anos, passar de geração em geração, ser incrivelmente útil, contudo estamos a pagar a marca.

No meu caso é uma carteira Chanel. Primeiro porque foi uma mulher que admiro bastante devido à sua vida, ao impacto que teve no Mundo da moda e o quanto sofreu sem nunca deixar de ser uma verdadeira Lady. Por outro lado, apesar de não ser louca por todas as malas, confesso que é bastante difícil ouvirem-me dizer “não” a uma.

Sim, sem dúvida que me considero uma “material girl” e admito-o sem qualquer problema (apesar de ser um pequenino problema), pois é a mais pura das verdades, todavia sei que seria um artigo que usaria até à exaustão e de uma forma que não sei explicar porque provavelmente não existe uma razão lógica, sinto que estaria a apoiar alguém tão grandioso como ela foi.

Há pessoas que compram quadros e outras peças de arte que valem milhões e colocam nas suas salas e ficam horas a falar sobre isso aos amigos e todos ficam fascinados com tal história. Mas afinal o que é arte? Esta pergunta gera discussões e mais discussões pois cada um tem a sua opinião, mas – tal como eu – muitas pessoas consideram peças de roupa, sapatos, malas, acessórios…peças de arte e até as colocam em exposição nas suas casas.

Se tivesse a minha mala, acredito que quando já estivesse pronta para a reforma, a colocaria num expositor em minha casa e falaria com muito carinho daquela obra de arte que muitas histórias guarda dentro dela e de como trabalhei bastante para a ter.

As peças de arte contam uma história, desde pinturas rupestres a retratos de reis ou novas formas de pintura que revolucionaram como o Mundo é visto. A criação das calças para mulheres modificou a forma de como ela era vista na sociedade, o momento em que a mulher começou “a vestir as calças” e a ter direitos como o homem. Nesses momentos em que uma simples criação de moda se juntou à História e também FEZ História…não pode ser considerada uma obra de arte?