Say NO to winter frustration!

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Quão desanimados por vezes ficamos quando acordamos e vemos um dia chuvoso que nos vai deixar “insupados”, cheios de frio e carrancudos?

É difícil pormos um sorriso na cara e enfrentar um longo dia em que ansiamos o Sol em toda a sua plenitude para nos aquecer a cara e o espírito.

Pois bem, apesar das fotos não representaram o meu melhor (visto que é de manhã e tenho coisas chatas para tratar e a minha cara parece um balão com dois botões colados a servir de olhos), esta é a minha tentativa de vos mostrar que há que lutar o cinza com a cor e uma das nossas roupa mais confortaveis para nos dar aquela confiança e ver que até um dia conzento tem a sua beleza, tal como tudo na vida, basta parar um pouco para apreciar.

Hoje optei por cabelo meio preso meio…meio; o batom com uma das cores mais suaves mas “atrevidas” para intimidar a chuva; a camisola mais confortável do MUNDO e bem quentinha; leggins pretros e botins pretos de salto. Já os brincos, São a peça mais preciosa visto que me foram dados pela minha mãe que eram dela quando tinha a minha idade – não aparecem na foto pois apesar do meu grande esforço o vento não deixou; às vezes temos de ser superiores e aceitar bem uma derrota.

Boa Páscoa, mesmo que seja chuvosa e bastante cinzenta!

Changes

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Durante estas semanas doente, posso dizer que tenho dado em louca e tudo o que queria era sair de casa, vestir alguma coisa que não fosse um pijama e mimar-me. Sentimo-nos deprimidos o que nos deixa ainda mais com vontade de nos deixarmos consumir por essa negatividade e falta de forças.

O meu plano é “simples”: faço de tudo para voltar a ganhar algumas dessas forças perdidas no tempo e espaço e vou à esteticista onde desde manicure ao cabelo, tudo se arranja. Hoje fiquei-me pelo cabelo, cortei, alisei e pintei (apesar de não se ver bem a cor, mas mais tarde quando abrir, o vermelho irá aparecer, pois a Jean Grey está aqui).

Não, não é isto que me vai fazer ficar boa, mas é a minha tentativa, o meu esforço, a minha escolha de manter aquilo que mais gosto – cuidar da aparência – para me ajudar a ultrapassar este mau bocado.

Adorei o resultado e espero que partilhem da mesma opinião.

Easy, comfy, fashionable clothes for everyone!

14 de março de 2016

Não posso pedir mais do que mil desculpas por não ter aqui o link ou video mesmo, ou fotos, ou nome da empresa ou da INCRÍVEL mulher que começou esta empresa. Portanto, tentarei explicar do que aqui se trata.

Felizmente começam a surgir em maior número este tipo de empresas que, com alguma dificuldade e lentidão, chegam lá e fazem algo fantástico como tornar a rotina de vestir de manhã a pessoas com deficiências, sejam de que tipo forem, muito mais fácil e acreditem que é algo que toma bastante tempo e não é nada fácil.

Esta mãe decidiu criar esta empresa pois um dia, o filho queria levar calças para a escola – vestir crianças com calções largos e de elástico é o mais prático, não o mais estético, e ele tinha ido para a escola primária, aquela altura em que nós já somos uns fashionistas incríveis.

Desta forma, criou um sistema de imans que estão incorporados onde deveria haver uma costura por toda a roupa para ser mais fácil de abrir e fechar.

Eu tive o enorme prazer de ver o video, de ver pessoas com diversos tipos de deficiências e com roupas incríveis, a sentirem-se absolutamente estilosas e a sentirem-se tão felizes por também terem outras pessoas a pensarem nelas e nas suas dificuldades e em como precisam destes pequenos grandes gestos que as fazem sobressair na rua, sem dúvida, mas tudo pelo seu glam.

“My eight year old son told me one day he wanted to wear pants to school… And I was like – Why shouldn’t my son wear pants to school if he wants too? – So I had this idea so my son and other people like him can use whatever they want!”

Entretanto encontrei uma mãe com uma história igualzinha, mãe diferente, criança diferente, empresa diferente, mas mecanismo muito parecido.  http://www.nj.com/entertainment/index.ssf/2015/03/disability_friendly_clothing.html

 

Simba, the Queen of Porto

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Sempre quis ter um coelhinho anão e era absolutamente louca por eles quando os via nas lojas. Claro que os meus pais nunca me deixaram ter um porque dava trabalho e achavam que iam acabar por tomar dele, se nem de mim sei cuidar em condições, quanto mais de um animal…

Mudei de cidade – mais uma vez – mas desta vez a morar sozinha sentia a necessidade de ter companhia e visto que a minha maior companhia se ia ausentar, o caso mudou de figura. Os meus pais continuaram com a mesma opinião, mas a minha companhia, a pessoa que mais de Marta percebe, achou que eu estaria à altura do desafio e que me iria fazer maravilhas.

Senti-me ouvida e tratada como uma adulta que iria dar o seu máximo por esta nova aventura – e que aventura. No dia 13 de Fevereiro fomos à loja para comprar a minha prenda de dia de São Valentim e tinha duas coelhinhas por onde escolher. Uma albina, muito calma, linda de morrer e uma hiperactiva que não gostava de abraços de orelhas caídas. Rendi-me e peguei nela e disse “esta é a Simba”.

Escolhi a que tinha a minha personalidade, a que não dava confiança e corria tudo com uma curiosidade louca. Locais preferidos?Os proibidos.

Criou um laço comigo em que já me segue pela casa e me adormece ao colo enquanto me lambe a mão para lhe fazer mais festas. Por vezes o “Nao” é um “Sim” para ela, mas mais uma vez, sai à dona.

A companhia que me faz é incrível e o bem que me faz, sentir aquele carinho quando estou mais em baixo é impagável. Obrigada a quem confiou em mim e sabia que não só precisava dela como a iria tratar muito bem mesmo.

Go to the gym or not to go to the gym…

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Sendo que amanhã é o meu dia de “tortura”, pensei que poderia haver um tópico muito importante nestas aventuras de ir ao ginásio. “Não tenho tempo”, “não me apetece”, “vou pagar imenso só para ir lá uma vez por mês”… Quantas vezes ouvimos estas frases e quantas vezes não as sentimos?

Sempre disse que não voltava a um ginásio. Só via máquinas que não sabia usar e não tinha um acompanhamento para saber se o que estava a fazer estava correcto ou não. Publiquei um vídeo onde falei da minha antiga equipa na box, onde eram aulas em que “a maior máquina é o nosso corpo” e fiquei maravilhada com o espírito de equipa e de entre-ajuda e em como me ajudava com o corpo e especialmente a mente.

Como mudei de cidade, procurei locais parecidos, contudo os preços eram demasiado para uma viciada em compras. Daí ter tentado mais uma vez um ginásio onde pudesse ter um PT que me acompanhasse. Acompanha-me no treino, na alimentação e nas gargalhadas que vão surgindo de coisas ditas já pelo cansaço. No final, a sensação é óptima e mais uma etapa em que digo “consegui” e isso ninguém nos tira.

Claro está que não poderia deixar a roupa de fora. Está tão na moda as dietas – que devem ser seguidas por especialistas, não comecem a tentar ser os vossos próprios médicos – e as roupas desportivas também, dentro e fora do ginásio.

Se a vossa vontade é absolutamente zero em por lá os pés, vão com uma amiga às compras (nestas coisas é sempre bom alguém para vos dizer se o vosso rabo parece gigante naquelas calças de lycra) e dêem-se esse prazer a vocês mesmas de se sentirem bonitas e poderosas, mesmo quando estão a suar em bica e ficam extremamente desconfortáveis porque o vosso PT resolve sempre por-vos à frente de todos os homens do ginásio a fazer agachamentos.

Sintam-se bonitas vão para onde vão, pois é meio caminho andado para as coisas serem feitas com outra confiança é simplesmente um facto. Roupas práticas e que não dificultem os movimentos, sempre, mas com tanta opção que agora há, não existe qualquer desculpa para falhar, até porque rebentam com toda a vossa frustração enquanto ficam ainda mais bonitas e saudáveis.

Divirtam-se, uma gargalhada no ginásio vale bem bem a pena.

 

Foto retirada de: http://5.kicksonfire.net/wp-content/uploads/2014/12/Reebok-Delivers-One-Two-Punch-Signing-UFC-Champions-Ronda-Rousey-and-Jon-Jones.jpg?6ce6a3

 

Story telling

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Sempre adorei que me contassem histórias, principalmente quando ia para a cama, pois sempre me dava algo com que sonhar e como eu sou uma sonhadora…

A foto nada tem a ver, não queria deixar o post sem foto portanto perdoem a falta de relação.

Como há muito que não inventava uma pequena (será) história tão do Mundo do meu sobrinho, aqui está uma que nestes ententantos me surgiu.

“Era uma vez uma menina com longos cabelos ruivos e criados pelas ondas do mar, que o deixaram com grandes caracóis.

Passava longas horas a correr pelos Campos que ficavam mais abaixo da pequena casa toda feita de pedra que existia numa colina. Corria enquanto o seu cabelo a acompanhava na sua magnitude e rodopiava sobre si mesma, sorrindo, livre, sentindo o vento no seu rosto e o Sol parecia que se juntava naquela dança iluminando a mais bela das artistas.

Usava o seu vestido amarelo até à exaustão, o que fazia que estivesse cheio de remendos que a mãe fazia enquanto murmurava “esta rapariga…”. Contudo ela não ligava, pois era o seu vestido predileto, o último que a sua avó fez para ela antes de falecer.

“Sabes? Esta cor fica-te mesmo bem… Parece que ainda tenho olho para a coisa” dizia-lhe sempre a avó depois de uma das suas gargalhadas que a deixavam sempre a sorrir.

Sentia que nunca estava sozinha quando estava com ela, como a ela soubesse sempre o que estava a pensar e já lhe respondia às perguntas que ainda estava a formular na sua pequena cabeça. A avó compreendia-a e não a tratava como uma mera criança que nada sabe. Não! Com ela era crescida. Até bolos fazia.

Mais do que tudo sabia acalmá-la quando chegava a correr a casa e lhe caía nos braços. Era a avó que sabia abraçar com aquele carinho e falta e julgamento, mesmo quando chegava a chorar.

Esta menina cresceu, mas a sua dança inocente e livre que descrevi mantem-se. O seu nome é Íris e sem querer marcar destinos, aqui começa a história dela.”

Back home

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Quando venho a casa, o que não é muito frequente, os meus anos de Hello Kitty’s e coisas fofas voltam num instante. Tenho um montão de almofadas na cama porque a minha mãe sabe que adoro dormir cheia delas para me sentir confortável e “abraçada” – o mesmo se passa com as duzentas mil camadas de cobertores.

Chego ao meu quarto e vejo a parede cor-de-rosa que eu insisti pintar sozinha e me levou uma tarde inteira, mas da qual tanto me orgulho, pois todo o trabalho é meu.  Os meus posters que trouxe de Londres, mais os da Audrey Hepburn e P.S. I love you que tão meus os sinto devido a quando me apareceram na vida.

O armário que odeio porque é pequeno – e não, nem todos os armários são pequenos para mim. O sofá que tanta história tem que me fico por aqui.

Acordo de manhã neste quarto com aquela sensação de que vou até à varanda apanhar Sol enquanto fumo o meu cigarro matinal e absorvo o Sol, sempre com esperança que o dia vá ser tão brilhante quanto aquela luz que me envolve. Aquela esperança…

Sei que quando descer vou ter café feito, vou ter a minha mãe a perguntar-me se dormi bem, o meu pai a chegar do nada com uma daquelas suas saídas tão típicas, tão secas, que me fazem sorrir.

Quanto à roupa, até essa parece ficar mais de parte – até ter que sair com alguém e aí é a terceira guerra mundial, pois toda a minha roupa está no Porto. Sabe bem andar “sempre pronta para a foto”, mas hoje digo que ainda estou de pijama e é o que mais quero vestir, sem qualquer esforço. Não dura muito tempo, daqui a pouco já estou a arranjar-me mesmo que seja para ficar em frente à lareira com sapatos stiletto, o que pode parecer absurdo mas é o que me faz sentir confortável.

Como se costuma dizer, cada um com a sua mania e eu tenho as minhas, contudo hoje, depois de todas as fotos de como me podem ver na rua, pensei que também é preciso mostrar que por vezes o que realmente queremos, o que realmente precisamos é deste look mais caseiro, mais pessoal, mais preguiçoso e na minha opinião, não há absolutamente nada de mal quanto a isso, antes pelo contrário.

As saudades que tinha deste quarto, desta sensação, desta roupa e almofadas para me reconfortarem… E com a Simba como companhia, sinto-me uma simplória bastante calma e com um sorriso no rosto.

Espero que tenham o mais depressa possível o vosso dia da roupa de casa e momentos tranquilos onde o coração começa a voltar ao sítio. Por aqui, vou aproveitar estes poucos dias de férias de casa cheia.

Aproveitem o Sol, ele vai e vem…