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Quando venho a casa, o que não é muito frequente, os meus anos de Hello Kitty’s e coisas fofas voltam num instante. Tenho um montão de almofadas na cama porque a minha mãe sabe que adoro dormir cheia delas para me sentir confortável e “abraçada” – o mesmo se passa com as duzentas mil camadas de cobertores.

Chego ao meu quarto e vejo a parede cor-de-rosa que eu insisti pintar sozinha e me levou uma tarde inteira, mas da qual tanto me orgulho, pois todo o trabalho é meu.  Os meus posters que trouxe de Londres, mais os da Audrey Hepburn e P.S. I love you que tão meus os sinto devido a quando me apareceram na vida.

O armário que odeio porque é pequeno – e não, nem todos os armários são pequenos para mim. O sofá que tanta história tem que me fico por aqui.

Acordo de manhã neste quarto com aquela sensação de que vou até à varanda apanhar Sol enquanto fumo o meu cigarro matinal e absorvo o Sol, sempre com esperança que o dia vá ser tão brilhante quanto aquela luz que me envolve. Aquela esperança…

Sei que quando descer vou ter café feito, vou ter a minha mãe a perguntar-me se dormi bem, o meu pai a chegar do nada com uma daquelas suas saídas tão típicas, tão secas, que me fazem sorrir.

Quanto à roupa, até essa parece ficar mais de parte – até ter que sair com alguém e aí é a terceira guerra mundial, pois toda a minha roupa está no Porto. Sabe bem andar “sempre pronta para a foto”, mas hoje digo que ainda estou de pijama e é o que mais quero vestir, sem qualquer esforço. Não dura muito tempo, daqui a pouco já estou a arranjar-me mesmo que seja para ficar em frente à lareira com sapatos stiletto, o que pode parecer absurdo mas é o que me faz sentir confortável.

Como se costuma dizer, cada um com a sua mania e eu tenho as minhas, contudo hoje, depois de todas as fotos de como me podem ver na rua, pensei que também é preciso mostrar que por vezes o que realmente queremos, o que realmente precisamos é deste look mais caseiro, mais pessoal, mais preguiçoso e na minha opinião, não há absolutamente nada de mal quanto a isso, antes pelo contrário.

As saudades que tinha deste quarto, desta sensação, desta roupa e almofadas para me reconfortarem… E com a Simba como companhia, sinto-me uma simplória bastante calma e com um sorriso no rosto.

Espero que tenham o mais depressa possível o vosso dia da roupa de casa e momentos tranquilos onde o coração começa a voltar ao sítio. Por aqui, vou aproveitar estes poucos dias de férias de casa cheia.

Aproveitem o Sol, ele vai e vem…

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