Pearls are timeless

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Dizem que os diamantes são os melhores amigos das mulheres e não posso dizer que o “bling bling” não me atraia, – será que a história de que as mulheres e os peixes têm em comum essa obsessão por coisas brilhantes? – mas sempre adorei pérolas.

Desde que era uma miudinha atrás da mãe a vê-la ainda a usar uns fios de pérolas e coisas que tal, mais o meu fascínio pelas antigas estrelas de Hollywood, sempre de lábios pintados, vestidos volumosos com brincos e fios de pérolas, tão elegantes, tão femininas, fez com que ainda hoje me perca por elas.

Este colar foi-me dado pela minha mãe, – tal como muitas outras peças ela me deu e eu guardo e uso com muito carinho – e são peças tão versáteis e intemporais. Peças extremamente delicadas e ao mesmo tempo com uma imagem tão forte que assina-la um look que pouco mais pede a não ser atitude.

Utilizo bastantes pérolas nos meus desenhos e começaram-me a surgir algumas ideias para mostrar este meu fascínio por este elemento tão requintado da Mãe Natureza.

Small Talks: Hélio Pestana

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A 25 de Maio de 1985 nasceu Hélio Lopes Pestana que em 2004 entrou para a Faculdade de Arquitectura, onde congelou matrícula quando foi aceite para entrar na série “Morangos com Açucar”, começando assim a sua carreira de actor e modelo. Teve outras participações em “Dei-te quase tudo”, “Paixões Proibidas”, “ Quinto Poder”, “Podia acabar o Mundo”, “Dança Comigo, “ Jesus Cristo Superstar” e fez a dobragem para o filme “Carros”.

Contudo, houve sempre algo que ele manteve sempre para si, algo que o ia deteriorando cada vez mais, mas o que o que calava foi o que o levou a entrar no mundo do espetáculo onde pertence. O seu casting para a serie “Morangos com Açucar” foi para chamar a atenção a uma rapariga e alcançar o estatuto que ele necessitava de ter para estar com ela.

Todavia isso nunca aconteceu e quando em 2009, numa procura na internet por respostas sobre todo o tipo de coisas e como elas funcionavam, Hélio encontrou-a e declarou-se sem heistar, ao que ela respondeu “não”  também sem hesitar.

Enquanto falava com o Hélio perguntei-lhe se ele tinha contado a alguém desta sua insatisfação que ele sentia e da sua obsessão que a cada dia que passava se tornava cada vez pior, ao que ele me respondeu que não, que apenas em 2009 é que contou à família e a toda a gente que pudesse o que sentia por ela.

Em 2011 é internado no hospital, todavia apenas dois meses depois é-lhe dada alta sem ter tido o apoio necessário para ultrapassar algo que o consumia há anos, o que fez com que fosse buscar  apoio a entidades superiores para o ajudar a superar. É depois internado numa clínica em 2012 onde foi mais acompanhado e virou-se mais para a religião.

Começou a escrever poesia e já tem um livro pronto para ser publicado. Dedicou-se também a aprender a arte de ser guia espiritual e dava consultas grátis às pessoas da clínica. Ao mostrar progressos e vontade de voltar ao trabalho deram-lhe alta.

Voltou para casa da mãe e esperou até voltar a ter forças para trabalhar, contudo o facto de estar lá fê-lo perceber que queria mesmo voltar a trabalhar e esquecer o preconceito das pessoas. Para além do livro, tem um novo book e quer dedicar-se à música e neste momento anda a contactar estúdios.

Para ajuda neste projecto o Hélio precisa do vosso apoio para iniciar assim a sua carreira, portanto qualquer donativo seria uma grande ajuda.

Posso dizer que foi um gosto poder falar com o Hélio e perceber melhor o que se passou com ele e pude ver uma pessoa humana com bastante coragem para assumir em público o que passou, sendo ele a celebridade que é. É uma inspiração e não foi por ser famoso que os problemas não lhe chegaram. Insatisfeito com a vida que tinha quer fosse a nível familiar, amoroso, social, ele não baixou os braços e hoje temos um novo e melhorado Hélio Pestana que merece este apoio para ter a sua segunda oportunidade de nos mostrar, uma vez mais, o seu talento.

Agradecimentos ao Hélio Pestana pela entrevista e boa disposição.

How would your “panic room” be like?

Tenho das mais estranhas das estranhezas e no que toca ao que para os outros seria mais lógico para mim… nem sempre.

Adoro ver “Mentes Criminosas” porque me ajuda a relaxar. Com tanto sangue e cenas tétricas e mentes perversas, pouco tempo há para pensar nas minhas cenas tétricas. É chegar ao fim do episódio e descobrirmos a “pessoa má” e dizermos “eu sabia!” ou “woooow, blow mind”.

Lembro-me que num episódio eles encontram uma divisória que seria um sala de pânico. Bem, suponho que uma sala de pânico seja para uma pessoa se meter lá dentro quando há uma situação de pânico e ficar bem. Contudo, aquela sala mais pânico transmitia. Escura, húmida, sem nada.

Claro que nestes entretantos me comecei a questionar: se tivesses uma sala de pânico, como seria? O que necessitarias de lá ter para numa situação dessas voltasses ao normal?

Foi bastante fácil até. Tinta, caderno e caneta, milhões de tecidos diferentes e de diferentes texturas, almofadas – imensas almofadas -, água e a Simba.

Sabem aquela imagem de uma mulher nua enrolada em dinheiro? Sempre que entro em lojas de tecidos, como hoje, imagino-me enrolada com eles enquanto danço ao som de “walking on the sunshine”.

E pronto, acabaria o pânico. Se estivesse a fugir de alguém de certeza que depois acabaria por se juntar a mim com uma música tão contagiante e tecidos bonitos e maravilhosos, caso contrário, alguém já teria uma sala de pânico toda equipada quando o serial killer de máscara e serra eléctrica fizesse o que tem a fazer – não sei o que acontece, não consigo ver filmes de terror, a ficção é demasiado assustadora.

Sempre protegidos, não digam que eu não avisei…

“I still believe when you say: it’s another rainy day, another rainy daa-yy”

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Por muito frustrante que estes dias de chuva pouco ou nada nos dêem descanso, podemos usa-la como desculpa para ligar e marcar cafés com os amigos e não dizer absolutamente nada de que se possa aproveitar, nem que a salvação do Universo dependesse disso.

Sou totalmente contra guarda-chuvas, abomino tal espécie e por isso ou passo muito chuva ou uso chapéus que se torna um acessório bastante divertido como também um pouco perigoso, pois pode ser um pouco difícil encontrar uma boa combinação com o conjunto completo.

Desta forma, eu e o meu excelente fotografo  – que se divertiu imenso a tirar as fotos – reunimos a pouca força e coragem que tínhamos para enfrentar os horrores e terrores de um tempo nada convidativo e claro está, passamos um bom bocado nesta nossa reuni\ao privada que provou que “quanto me mais me bates, mais eu gosto de ti”.

Fotos: José Carlos Rodrigues