Scusi, dove è…

 

Relações à distância são no mínimo complicadas e requerem muito esforço por parte das duas partes para que esta perdure. Pior ainda quando nenhum dos dois esteve numa relação e se encontra às cegas neste tipo de relações.

Posso dizer que de parte a parte tanto eu como o meu namorado estamos a tentar empurrar os continentes para ficarem mais próximos e como consequência, nós também.

Temos feito de tudo para que a nossa ligação seja mais forte do que a distância e das nossas personalidades tão opostas e, assim, o meu namorado super lógico e racional preparou um pequeno jogo para mim: ia marcar férias sem eu saber absolutamente nada; nem quantos dias, nem para onde ou sequer quando íamos. Eu, sendo (bem) mais aventureira que ele disse que sim e parti à aventura e no dia, com malas feitas sem saber o que iria vestir, fomos até ao aeroporto de comboio e em Lisboa embarcamos na nossa viagem para Roma.

Fui considerada melhor chef que os chefs italianos, pois depressa percebi o segredo e à noite íamos jantar fora, pois passamos os cinco dias a caminhar, a inventar os nossos jogos, a tirar fotos e a perdermo-nos pelas ruas lindíssimas de Roma. Treinamos o nosso italiano e conhecemos diversas pessoas e as suas histórias. Experimentámos as coisas boas e escondidas dos outros turistas e nem demos pelo tempo passar.

Desta viagem, podia contar muito mais, muitas histórias, mas prefiro guardar algumas para mim e para ele que me deu dias gloriosos como tanto precisava.

Espero que continuemos a surpreendermo-nos um ao outro para que o tempo que ele está fora passe a voar e eu tenha o meu parceiro do crime aqui comigo a inventar e fantasiar. Ficamos bons nisso não foi?