O pecado mora ao lado

Não, não vou falar do filme nem da Marylin Monroe, mas sim sobre o amor. É bastante fácil comparar o amor a roupa na verdade. Passamos por diversas paixões tal como passamos pelas tendências, algo que nos dá grande alegria mas é efémera. 

Depois ao fim de anos a sonhar com aquela peça que faz os nossos olhos brilhar e nos imaginamos a arrasar com ela quando entramos em qualquer lado, podemos tê-la, o nosso Mundo muda. Por termos esperado, por termos resistido à tentação e podermos dizer que é nossa. 

Com o amor é igual. Esperamos que um dia alguém verdadeiro nos faça brilhar e não nos apague na sua sombra. Que estime o nosso coração como estimamos o dele e podermos aparecer em público e orgulhosamente dizermos que pertencemos juntos. Aquela electricidade quando as nossas mãos tocam e o beijo sela o sentimento. 

Nem todos o encontraram ainda e por vezes não é por falta de busca, mas este tipo de amor não se procura, encontrá-lo neste mar de almas perdidas. 

Eu tive o meu, a minha mala Chanel, a minha alegria da manhã e deixei-a ir. Não quero malas compradas no mercado negro, porque sei que não são as genuínas – um dia alguém me ensinou – quero a minha autêntica que me fazia tão feliz e é única. 

Desculpa, por tudo.