Thong Jeans (?)

thongue jeans

Confesso que tenho dois pares de calças rasgadas. Aliás, tinha um par mas depois revoltei-me contra o sistema e dei uns cortes numas outras que estavam a precisar de algo (se foi acertado? Eu gosto…).

Sou totalmente apologista do estilo confortável, com uma peça ali ou um acessório mais extravagante para dar aquele “je ne se quois”, contudo tenho que admitir que o que é demais é exagero.

Cada vez mais a roupa é reduzida e os preços aumentam para se ver mais do nosso corpo do que é necessário. Será que Adão e Eva pagavam milhentos euros para utilizar folhas marca GOD? Sim, porque pela lógica das coisas, quanto menos, mais caro.

Para onde caminha a sensualidade e o fascínio do corpo humano se ele é cada vez mais transparente – literalmente – e deixa de haver mistério por detrás de roupa bem confeccionada e elegante?

Estaremos todos num desespero tão grande de dar nas vistas que recusemos à nudez a toda a hora? Será que estaremos tão preguiçosos e sem ideias que usar fios de ganga já chegam e sobram?

Com a era da tecnologia a manipular-nos e a cortar o nosso verdadeiro contacto social, a roupa – ou a falta dela – passa a ser o novo meio de atrair atenções e dar ainda mais força a preconceitos. Preconceitos esses dos quais nos queixamos porque não somos levados a sério, mas também que imagem realmente passa estas prováveis novas tendências? Que somos arrojados e confiantes? Ou que somos inseguros e não conseguimos dizer um “olá” cara a cara e por isso escondemo-nos por trás destas vestimentas (irónico, n\ao é?).

A sensualidade está na atitude, o factor “uau” está na atitude, a criatividade está na atitude. A sensualidade não está de todo ligada a nudez vulgar e desesperada que demonstra o pior em nós – a inexistência de ser.