Perfect body…

A busca pelo corpo perfeito é algo que as mulheres fazem desde sempre. Claro que esse conceito foi mudando de geração em geração e é também diferente tendo em conta as culturas.

Uns defendem que a “mulher bonita” é aquela com largas ancas, pois isso é sinal de fertilidade, outros dizem que é a magra e alta para envergar as roupas nas passerelle…

Teremos como exemplo dois grandes ícones como a Marilyn Monroe, uma mulher com o corpo cheio de curvas e a Audrey Hepburn, precisamente o oposto. Tanto uma como outra são ainda hoje elogiadas pelos seus corpos apesar de serem tão dispares.

Numa conversa de circunstância que tive com três amigas, – todas com corpos extremamente diferentes – todas nós tínhamos algum complexo. Desde o corpo mais magro, passando pelo mais franzino, o mais musculado e o mais gordo era olhado e comentado com alguma frieza. A mais magra odiava que pensassem que era anoréctica quando na verdade comer e a mais musculada não gostava de ir aos balneários visto que era alvo de olhares e críticas.

O que é que na verdade procuramos? Que olhem para nós e nos elogiem para ganharmos confiança no corpo que temos? Quem são elogiadas verdadeiramente, as modelos?

Será possível que tenhamos posto esses corpos de modelo num pedestal que para muitas seja impossível de alcançar seja por causa da sua estrutura, da sua altura, do seu peso? Contudo imensas mulheres fazem de tudo para corresponder a esse ideal para entrar no Mundo tão exigente que é o da Moda.

Num Mundo onde a aparência é o cartão de visita, por vezes sentimo-nos bastante abaixo daquilo que verdadeiramente somos e perdemos a confiança que realmente nos dá aquele “je ne se quois”.

Felizmente conheci pessoas que me explicaram tão bem que, apesar de cada um se sentir atraído por diferentes tipos de silhueta, verem uma mulher caminhar com confiança é o que realmente os faz levantar a cabeça, e no bom sentido.

Claro que é dificil entendermos que nos basta aceitar aquilo que temos para sermos atraentes, contudo existem maneiras de começarmos a aceitar e aí entra a Moda em doses saudáveis…

Vestir mediante o nosso corpo e faixa etária!

Antes de ir às compras é preciso analisarmos a nossa estrutura e ter em atenção os nossos pontos mais fortes e os mais fracos para quando entrarmos nas lojas não percamos tempo com peças que sabemos que não nos vão ficar bem, por muito bonitas que sejam. Lembrar: pode ser uma peça que fique muito bem à amiga, mas a mim não vai ficar porque somos diferentes.

Algo a analisar também é a nossa faixa etária e para que ocasiões são aquela roupa. Podíamos ficar magnificas com uns tops decotados quando tínhamos dezoito, mas não é lisonjeador e pode passar a mensagem errado quando se tem quarenta e o usa no emprego. 

Chamarmos à atenção de forma errada com roupa justa ou quase sem ela, não vai ajudar a termos auto-estima, vai destruí-la. Merecemos respeito, portanto devemo – nos vestir como tal.

Será que algum dia quando nos disserem “Gosto de ti como és”, vamos realmente acreditar ou vamos continuar a escondermo-nos no escuro?

New Vogue

CAPA-(184)-C

É com muito prazer que vos introduzo às novas edições da Vogue. Posso vir um bocadinho atrasada, contudo queria ter a certeza que esta nova abordagem se mantinha.

As capas assemelham-se muito mais às capas italianas e francesas, com menos texto e com imagens fortes – basicamente o que faz captar o olhar. Acabaram-se os textos a ocuparem 70% do espaço e a desviar as atenções para uma revista sofisticada e com requinte.

Não só a imagem exterior mudou como também o editorial. Apresenta-se agora de uma forma muito mais organizada e apelativa para quem lê a revista. Pode-se dizer que a capa combina com o interior.

Também o conteúdo amadureceu bastante, tendo agora artigos muito mais trabalhados e com boas fontes de pesquisa aliciando o leitor a querer ler mais e saber mais sobre a matéria. Matéria esta que também ela é diversificada e deixou de ser apenas uma revista de moda para também ser uma panóplia de temas como lifestyle (que já tinham incorporado de certa maneira nas outras edições), comportamento, investigação, viagens.

A parte que mais me atraiu nesta mudança foi a forma como os artigos são escritos, de forma critica que nos faz pensar e criar a nossa própria opinião sobre todo o tipo de assuntos, o que a diferencia de outras revistas do mesmo género.

Desta forma, a nova estruturação da revista deu-lhe o “extra push”  de que estava a precisa para estar ao nível de outras Vogues internacionais e para se distanciar da típica revista de moda nas quais tropeçamos.

Da minha parte só tenho a dizer: “Bom trabalho!”